domingo, 2 de janeiro de 2022

Dependência emocional

Quando amamos alguém de verdade  respeitamos a liberdade da outra pessoa, aceitando que ela tenha seus próprios amigos, atividades, preferências, gostos e opiniões. Um amor que não respeita todos esses aspectos acaba por tornar-se opressivo e pode revelar uma dependência emocional.

Em geral, a pessoa emocionalmente dependente apresenta baixa autoestima e complexo de inferioridade, o que faz com que tenha uma percepção muito negativa de si mesma. Quando faz algo bom, sempre se compara com quem faz melhor. É incapaz de reconhecer suas qualidades e potencial.

Essa baixa auto estima pode culminar na anulação da própria identidade e apego excessivo ao outro, que pode ser um marido ou esposa, pais, filhos, amigos... isso porque quando a pessoa desconhece o próprio desejo passa a amar o desejo do outro, a vida do outro, vive os sonhos dos outros.

Se você se identifica com essa situação, procure ajuda de um profissional especializado. Leia sobre e não deixe para amanhã, pois o risco de entrar em um relacionamento altamente destrutivo é grande !

Autoestima

Você sabia que as nossas emoções influenciam na construção da nossa autoestima?

A autoestima não é algo fixo e acabado, é uma jornada, um processo que se constrói ao longo da nossa vida e que está sempre mudando, portanto manter uma autoestima equilibrada é uma prática diária.

Se você tem uma autoestima baixa, não será do dia para a noite que ela vai ficar bem. Construir e manter uma autoestima saudável é um processo que envolve autoconhecimento, voltar-se para dentro de si mesma e, acima de tudo, envolve mudança de atitudes.

Partindo do pressuposto que autoestima diz muito como está a nossa autovalorização e do quanto acreditamos nas nossas próprias capacidades ou seja, tudo isso é um processo interno, concorda? Sendo assim, a construção de uma autoestima saudável é um processo que tem que vir de dentro para fora, mas às vezes está tudo tão difícil, temos um autoconceito tão baixo, acreditamos que somos tão incapazes, tão menores que é difícil começar apenas de dentro para fora e aí é possível pensar que trabalhar a imagem, a aparência, é um estímulo externo que pode movimentar o interno já que ao nos sentirmos bem e bonitas a sensação de incapacidade diminui momentaneamente e assim conseguimos agir em relação a isso. Se você sofre com a baixa autoestima então é um fator que deve ser trabalhado. Leia mais sobre o assunto e faça psicoterapia para ajudar a ver e rever o que está colaborando com a sua dificuldade.

Depressão


Vamos para um rápido funil: de todas as doenças existentes no mundo, 13% delas se referem a transtornos mentais. Dentro deste grupo está a depressão com suas 350 milhões de pessoas, aponta a OMS (organização mundial da saúde). No Brasil, 6% da população foi diagnosticada com depressão em 2020, nos tornando o país mais depressivo da América Latina.

Para 2021, a Organização das Nações Unidas (ONU) projeta a maior crise humanitária desde a Segunda Guerra Mundial. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) elenca a saúde mental como prioridade absoluta para os próximos anos e já considera a depressão a doença mais incapacitante do planeta.

A pandemia ajudou a agravar em muito este cenário, potencializou o transtorno e trouxe a discussão para uma esfera ainda mais relevante e imprescindível.

Sintomas como pensamentos negativos constantes, isolamento social, insônia, tristeza profunda, desejo de se afastar ou isolar-se, ideação suicida, irritabilidade, falta de apetite, fadiga, merecem atenção. Desde aos que estão ao nosso redor e especialmente a nós mesmos. Esse é um assunto sério! Procure ajuda de um profissional especializado.

terça-feira, 2 de março de 2021

O desafio dos pais em tempos de pandemia



 “A perseverança é uma flecha que nem sempre acerta o alvo, mas mantém o foco na mira e outra flecha na aljava” (Edna Frigato)

 A pandemia do novo coronavírus (COVID-19) é a maior emergência de saúde pública que a o mundo enfrenta em décadas, trouxe além de muitas mortes o pânico, a ansiedade, depressão e outras inúmeras dificuldades de relacionamento social, familiar e conjugal. As famílias sorrateiramente foram obrigadas a mudar suas rotinas, as finanças foram afetadas, o trabalho, comercio e as aulas presenciais suspensas. Um vírus que estava distante de repente chegou até o nosso país e nossa cidade, obrigado a cada um de nós a usar a criatividade, persistência, saúde emocional e inteligência emocional para lidar com todas essas mudanças. Os pais foram impactados por diversos desafios, além da sobrevivência física, emocional, também abraçando a responsabilidade de conduzir e inovar na educação dos filhos. Neste presente artigo tenho como objetivo citar alguns desafios que nos atendimentos do dia a dia na clínica, hospital e escolas pude perceber serem constantes.

domingo, 31 de maio de 2020

O Corona vírus e a Desumanização: a saga dos infectados e profissionais da saúde

      
         No inicio do ano minha filha foi acometida por uma virose, repassando a mim e minha esposa que em pouco tempo também repassamos para algumas pessoas da nossa família, provavelmente na fase onde os sintomas estavam leves. A sensação ao ver os familiares sofrendo com a virose foi muito ruim, um sentimento de culpa pairou sobre nós aqui em casa. Mas culpa por que? Quem em sua plena consciência desejaria passar um vírus para adultos e crianças? Para começar quem em sua sanidade mental desejaria ser infectado por algo que afetará o organismo? 
          O mundo foi impactado por um vírus que pode ser letal a organismos enfraquecidos ou com algum problema de base, fazendo muitas vitimas do idoso a criança. O vírus mortal afetou a economia mundial, prejudicando muitas vidas em outras instâncias. Trouxe consigo reflexões sobre a vida, valores e morte. 
       

terça-feira, 12 de maio de 2020

O Poder da Convivência

“O talento molda-se na solidão; o caráter, na convivência” (Johann Goethe)

Se relacionar não é uma tarefa fácil independente com quem seja, de familiares a amigos, o desgaste e os desafios são muitos. Neste período de isolamento social automaticamente querendo ou não o relacionamento é inevitável, gerando conflitos nos ambientes com pessoas menos preparadas para isso. Dentre os assuntos mais comentados na internet nesta pandemia estão os relacionados aos conflitos nos relacionamentos interpessoais e afetivos. Os índices de aumento do divorcio pelo mundo e de violência a mulher comprova que estamos em um momento de crise também nos relacionamentos.    

sexta-feira, 11 de maio de 2018

O Rastro da Baleia





“Leve os jovens a enxergar os singelos momentos, a força que surge nas perdas, a segurança que brota no caos, a grandeza que emana dos pequenos gestos!” (Augusto Cury)
            Engana-se quem acreditou que o ardiloso “jogo suicida”, conhecido como “Baleia Azul”, se tratava simplesmente de uma fase, que logo acabaria e que na verdade atingiria apenas os jovens revoltados, mimados, de mal com a vida, que se chateiam por pouca coisa. Tal pensamento anda na contramão de uma possível prevenção, uma vez que, o assunto deve ser melhor abordado, principalmente entre as famílias, pois de fato os índices de suicídio entre os jovens não param de subir. Como prova disso, em 1980, a taxa de suicídios na faixa etária de 15 a 29 anos era de 4,4 por 100 mil habitantes; chegou a 4,1 em 1990 e a 4,5 em 2000. Assim, entre 1980 a 2014, houve um crescimento de 27,2% (fonte: http://www.bbc.com).