Sempre
fui ouvidos para a minha mãe, mas lembro-me que foi na 5º série que em uma aula
de Filosofia surgiu os primeiros pensamentos em ser Psicólogo. Tinha um ótimo
desempenho quando o assunto era interpretar seja as frases filosóficas ou até
os textos de literatura. As frases do professor ainda ecoam em meus ouvidos:
“Você leva jeito para isso”.
Sou uma pessoa que ama ajudar o próximo, casado com Débora Maria, pai da Isabela, Psicólogo Clínico (especialista), Hospitalar (especialista) e Organizacional (18 anos atuei na Santa Casa de Paraguaçu Paulista e 20 anos na área Hospitalar), Coaching Educacional, fui coordenador do grupo De Bem com a Vida (prevenção do suicídio) e do comitê de prevenção a violências, Consultor, Palestrante Profissional pela Academia do Palestrante (IDHEO), também graduado em Teologia pelo CEBESP.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Soldados
“Quando nos espraiamos no terreno plano os canhões
martelaram em cima de nós. Bombas e mais bombas foram caindo e nós sem o mínimo
abrigo recebemos o bombardeio de peito aberto. Corríamos para um lado,
corríamos para outra e cada vez mais o bombardeio se intensificava. Não pude
escapar, uma bomba caiu em minhas pernas, quebrando-as, uma totalmente e a
outra com fraturas graves. Procurei as pernas e não encontrei. Coloquei bem o
capacete na cabeça e deitei de bruços, nada melhor podia fazer, ali a única
proteção era a providência de Deus. Ato contínuo uma outra bomba caía em cima
de um companheiro meu, um soldado do 1° pelotão. Olhei para ele; estava
vermelho de sangue e apenas deu um gemido, virou para o lado e morreu.Vi-me
perdido porque eu me esvaía em sangue e os padileiros não podiam entrar no
campo para nos recolher, debaixo de tão pesado bombardeio. Pois mesmo assim os
denodados homens do corpo de saúde entraram. Apanharam-me na padiola que foram
jogando ora num lugar, ora noutro, corriam e voltavam e me pegavam de novo e
foram me levando por lances, a trancos e barrancos, com grande risco de vida.
Tiraram-me da zona de bombardeio, amarraram-me um garrote em cada perna e
voltaram para apanhar o morto e mais alguns feridos que iam tombando”(trecho de
relato de um soldado na segunda guerra mundial, fonte: O Expedicionário – Memórias da 2º Guerra
Mundial – Joaquim Pinto Magalhães).
Refletindo sobre
a nossa realidade que ultimamente está repleta de mortes trágicas e crueldades
de pessoas que não poupam nem mais os inocentes. Hoje os assaltos estão sendo
seguidos de morte, sejam quem for a vítima, de crianças, pai de família a
idosos indefesos. As drogas cuja liberação é tão incentivada por muitos estão
alastrando pelos lares matando pessoas seja pelas suas consequências ou pelo
desgaste emocional de mães e pais. Tudo isto me fez comparar a nossa vida com
as dos soldados que viveram o
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Quanto custa?
“Solidariedade é
enxergar no próximo as lágrimas nunca choradas e as angústias nunca
verbalizadas” (Augusto Cury)
Há uma diferença entre ver e enxergar, a
explicação está na ação após perceber e refletir sobre uma situação. Muitas
pessoas não são percebidas quando estão passando por dificuldades, apenas são
vistas por outras que estão ocupadas com suas próprias preocupações.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Onde está Deus?
Está cada vez
mais difícil de assistir a telejornais ou ler as diárias notícias de mortes,
acidentes, drogas, catástrofes, violências e abusos sexuais a crianças.
Uma
das consequências de tantas tragédias é o esfriamento do amor entre as pessoas,
o desanimo em relação a vida e a descrença em Deus. Como vivemos em um país
laico cada um acredita em quem quiser, ou não acredita em nada, sem problemas!
Onde está o problema? O problema está quando as pessoas culpam Deus como autor
das desgraças e/ou pela sua (possível) ausência. Tais críticas reforçam a
permanência (de quem O culpa) na zona de conforto.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Por trás da tragédia
"A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa” (Karl Marx)
É comum ficarmos aterrorizados com notícias catastróficas de assassinatos, suicídio e acidentes. Também é comum ficarmos abismados com as informações posteriores que comprovam a farsa, a mentira ou a verdadeira culpa ser da pessoa que até então era a vítima.
As vezes vemos notícias de acidentes terríveis e nos angustiamos ao ver a idade das vítimas e quando nos colocarmos no lugar dos familiares. Mas depois não nos conformamos ao saber que tal acidente foi fruto de imprudência do condutor e vítima.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Corajosos
“A coragem nunca foi questão
de músculos. Ela é uma questão de coração” (Ghandi
)
Quando
os meninos do bairro se reuniam para decidir qual teste de coragem seria posto
a prova para os candidatos com altos índices de masculinidade eu já tremia. Os
testes giravam em torno de: maus tratos aos animais, brigas com desconhecidos,
quem fazia o melhor cerol (cortante para linhas de pipas), conquistar uma
menina só para mostrar aos outros que conseguiu, atirar pedras na casa de
alguém, matar passarinhos com estilingue, entre outros.
Aos
“medrosos” que se recusavam restava a sentença de ser classificado como marica
ou bebezinho. Eu era um deles! Os rituais de masculinidade se estendiam para a
sala de aula onde os mais corajosos faziam bagunças, não estudavam, brigavam
constantemente e namorava o maior numero de meninas.
sábado, 19 de maio de 2012
Um Sentido para o sofrimento
“Quem
tem um por que viver pode
suportar quase qualquer como” (Friedrich
Wilhelm Nietzsche).
Há dias em que as lágrimas não
cessam; há dias em que a tristeza parece não passar; há dias em que a solidão é
a única certeza. Só há uma certeza: “sempre haverá sofrimento”, mesmo que ao
amanhecer tudo foi embora, mesmo que o sorriso voltou a aparecer, mesmo que
haja pessoas queridas a nossa volta, os dias ruins virão, isso é fato.
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